Mais aprendizados sobre redes sociais

Pelo fato de eu trabalhar a disciplina "Introdução à Informática" para os alunos dos cursos de Engenharia Florestal e Agronomia no campus local da UFT, acabo um pouco mais atento a artigos que tratam das relações humanas na internet, redes sociais, privacidade etc. Vale compartilhar algumas coisas que estão acumuladas aqui.

Uma delas é a seguinte: suas fotos no Facebook, por exemplo, podem ser utilizadas livremente pela empresa em um anúncio publicitário, você sabia? Esta e outras bizarrices do termo de uso do site foram destacadas em reportagem de Leonardo Luis e Lucas Sampaio para a Folha.com, e pode ser lida aqui.

Outra é a de que o Facebook vinha vigiando seus usuários mesmo quando estes não estavam logados em seu site! (Está vendo, alunada, por que não adianta nada, absolutamente nada, repito, NADA, clicar em "sair" se o que você deseja é manter a privacidade?). Além disso, uma das mudanças que o Facebook quer implementar é o compartilhamento coletivo e obrigatório dos seus passos naquele site. Sim, todos os seus "amigos"* vão saber se você clicou na foto da ex-namorada, se você acessou a comunidade da cerveja ou do sexo livre, por mais que você não queira tornar pública esta informação.

O autor do artigo que comenta o tema, o estudioso bielorrusso Evgeny Morozov, trata, no mesmo texto, das consequências nefastas disto: um retrato preciso, mas estereotipado, de cada usuário pode ser feito, e as ofertas das empresas serão voltadas para o perfil que aquele usuário parece ter. Curioso eu ter resgatado este artigo justamente hoje, incentivado pelo fato de outro artigo de Morozov estar em destaque no UOL (o qual comento mais abaixo). É porque ontem estava discutindo com uma amiga sobre alguns planos comuns futuros, e ela havia notado que: os anúncios do Google passaram a ser voltados para o tema sobre o qual estamos pesquisamos, o mapa já ábre na região do globo que estamos examinando, e por aí vai. Respondi para ela que o mais grave de tudo isso é a perda da criatividade, é a perda da novidade nas experiências cotidianas. Não nos acontece, mais, de o mapa abrir em um local aleatório para explorarmos o novo, ao contrário de quando abríamos um atlas. Leia o artigo original e outras conclusões de Morozov, que escreveu melhor do que eu, clicando aqui.

O outro artigo de Morozov trata de uma das consequências nefastas da falta de controle sobre o que é publicado na internet: grupos de pseudocientistas e arautos de teorias conspiratórias estão conseguindo seguidores em um ritmo extremamente veloz. Uma das consequências é o retorno intenso de doenças outrora controladas pela falta da vacinação que, pretensamente, provocaria autismo (você pode se espantar, mas uma revista científica séria chegou a publicar artigo que defendia a teoria. Depois descobriu-se que o autor tinha recebido dinheiro de advogados que pretendiam processar indústrias de vacinas com base no artigo). O sarampo é uma das doenças que está voltando com força em vários países: muitos pais deixaram de vacinar seus filhos e, agora, a incidência da doença está em ritmo de crescimento preocupante. Ele mostra, com números do Twitter, a dimensão da preocupação: enquanto a atriz antivacina tem 500 mil seguidores, o mais famoso cientista da atualidade tem 300 mil. Morozov propõe um controle, por exemplo, de buscas do Google, que alertaria para a controvérsia que envolve um tema e alertaria o usuário a buscar fontes confiáveis. Se já é ruim que tal alteração nunca venha a ser realizada, pior é o controle social que Google e Facebook têm implementado: quanto mais um artigo é lido, mais ele é destacado, seja confiável ou não. Prato cheio para os verdadeiros conspiradores. Leia o artigo clicando aqui.

Portanto, o comentário de Carlos Nascimento, âncora do Jornal do SBT, sobre temas fúteis intensamente discutidos e propagados pelas redes (a propósito, o comentário do jornalista também se destacou nas mesmas redes) é errado. Não somos mais nem menos inteligentes do que antes: só estamos nos deixando emburrecer pelos novos impérios criados pela internet, destacando-se aí Google e Facebook em especial.

*Essa história de "amigos" também é bisonha. Que lógica faz Fulano ter Beltrano como amigo se Fulano não responde às mensagens que Beltrano envia única e exclusivamente a Fulano? Sim, Fulano publica um monte de intimidades sobre a sua vida, sabe que Beltrano vai ler (porque ele é seu "amigo") e, quando Beltrano lhe dirige a palavra, Fulano ignora? Sei que as relações humanas são assim mesmo, ilógicas, mas, será que as regras de etiqueta foram extintas na internet? Isso não aconteceu uma, duas vezes comigo. Eu fui Beltrano com uns dez Fulanos nos últimos 30, 40 dias. É bizarro!

P.S.: Eu ainda tenho de fazer um último comentário mais do que contextualizado. Há cerca de uma semana, uma dessas "amigas" do asterisco, uma Fulana, postou um imenso absurdo sobre si própria. Algo como um político corrupto dizer-se envergonhado com o desvio de verbas públicas, bradando "morte aos corruptos!"; ou um ébrio contumaz e irresponsável se dizer um defensor e seguidor ativo e eterno do "se beber, não dirija"; ou uma alpinista social defender apaixonadamente o amor eterno, independentemente do tamanho do patrimônio do nubente. Com isso, eu cristalizei a ideia de que rede social é perfeita para malandro, picareta, mentiroso, dissimulado, mas potencialmente negativa para pessoas honestas, sinceras, morais. O artigo de hoje do Morozov sobre os pseudocientistas só me confirmou isso. Quem sabe usar as redes sociais, como essa verdadeira professora, que, agora reconheço, poderia muito bem estar no meu lugar ministrando "Introdução à Informática" (com outro viés, claro), está na crista da onda, rindo à toa sobre como seus "amigos"/seguidores são crédulos e tolos (vários "curtiram" a mentira). Os verdadeiros amigos dela também devem ter rido a valer com a postagem irônica; os inimigos, por certo, se espumaram de ódio. Era tudo o que ela poderia almejar.



Escrito por Prof. Perdigão às 19h11
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Lições de fim de ano

Estas últimas semanas me trouxeram inúmeras lições. Ainda que todas elas sejam dignas de compartilhar, vou deixar as pessoais de lado e falar das "impessoais". Uso aspas porque as impressões acabam sendo inevitavelmente enviesadas.

– Ainda há empresas honestas. Demorou para eu conseguir atendimento, mas a HP substituiu o meu cartucho queimado e a Oi, o modem queimado (este, por sinal, nem era caso de comodato, era meu, e a empresa repôs). Outras, como a Sky, de forma bem diferente, são pilantras, a ponto de reconhecer o cancelamento do plano e ainda assim lançar cobrança de mensalidade na fatura do cartão. Se a Oi sempre respondeu prontamente quando reclamei na Anatel, a Sky simplesmente ignorou até mesmo a autoridade pública...

– Visto americano: siga a intuição, não a instrução. Embora os americanos digam para você se fotografar de óculos, na fila do consulado eles descartam a foto. São 15 reais e mais atraso. Tire sem as lentes. Outra: embora eles digam que o seu nome deve ser escrito igual ao passaporte, sem separação de campos entre o prenome e o sobrenome (caso do passaporte verde brasileiro), no visto a coisa é separada. Portanto, não deixe constar FNU no campo sobrenome na hora de preencher o DS-160. De resto, tranquilo. Exceto as 3 horas em pé, sendo 40 minutos no sol (poderia ter sido pior, caso fosse na chuva...).

– Ainda há lugares no mundo sem a hipocrisia do Natal-Luz. Passei a virada de 24 a 25 de dezembro na boêmia rua Pio Nono, em Santiago. Nada de luzinhas ou decorações especiais na cidade. Esqueci totalmente do Natal! Nota 10! E curti tanto quanto no ano passado, pedindo uma pizza por telefone num quarto de hotel em Porto Alegre, mas desta vez sem abrir mão de estar na rua.

Ainda que com um pouco de atraso, desejo a todos os amigos e a todas as pessoas de bem um excelente 2012.



Escrito por Prof. Perdigão às 00h48
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Balanço da 10ª TeNPo, Porangatu, Goiás

Foi um prazer imenso participar da Mostra Nacional de Teatro em Porangatu (GO).

Se, nas minhas primeiras duas graduações, nunca estive ligado em viagens didáticas, desta vez quis viver a sensação. Ficar em alojamento, banho frio, cooperação com os colegas... Enfim, um excelente fechamento de um ano que representou uma virada (mais uma!) no meu jeito de encarar a vida.

Mas falemos do evento!

Quem participou em anos anteriores, assegura: foi fraco. Eu posso garantir que a organização foi muito ruim, com uma equipe de apoio que pouco sabia o que fazer, enquanto as "cabeças" ficaram sobrecarregadas.

Mesmo assim, os espetáculos divertiram muito. Por ter participado apenas dos dias 16 e 17, perdi duas apresentações notáveis: Grupo Galpão e Juca Chaves. Mas garanto que as apresentações de sexta e sábado, incluindo sempre um bate-papo descontraído com os artistas, nada deixaram a dever. Grupos do Rio de Janeiro, Campinas e Canela (RS), especialmente notáveis na linha cômica, pincelada com técnicas circenses ou de manipulação de bonecos, foram destaques.

Participei, também, de parte de uma oficina de Clown/Palhaço e integralmente de uma oficina de Direção. Foi extremamente proveitoso, pois me deu um olhar diferente para as questões da educação.

Quero participar de uma edição futura, torcendo para que a organização melhore e que o festival não morra em Porangatu para nascer em Goiânia. O interior também merece cultura, afinal!

 

 

 



Escrito por Prof. Perdigão às 03h15
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10ª TeNPo – Mostra Nacional de Teatro de Porangatu

Começa amanhã à noite a 10ª TeNPo, a Mostra Nacional de Teatro de Porangatu (GO), evento que segue até domingo.

Um evento que já ganha ares de tradição e é destaque na área das Artes Cênicas no interior do Brasil. Nomes de destaque nacional costumam marcar presença.

Além dos espetáculos, ocorrem oficinas de aprimoramento, na sexta 16 e no sábado 17.

Excelente ocasião para aprender um pouco mais dessa área com a qual estou encantado.



Escrito por Prof. Perdigão às 21h48
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SNEF 2013 começa a esquentar

Já estão começando os primeiros movimentos para a organização do XX Simpósio Nacional de Ensino de Física, que ocorrerá em São Paulo, no Instituto de Física da USP, de 20 a 25 de janeiro de 2013.

Deixo a nota aqui no blog porque não há, até o momento, outra referência ao XX SNEF, o SNEF 2013, na internet.



Escrito por Prof. Perdigão às 16h34
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Simpósio e palestra em Araguaína: agradecimentos

Agradeço aos professores e alunos do campus de Araguaína pela receptividade calorosa aos professores e alunos do curso de Licenciatura em Química, modalidade EaD.

Tive a oportunidade de ministrar palestra sobre gráficos em livros didáticos, aproveitando para fazer um apanhado geral sobre a ciência, sua história, seus aspectos sociológicos, a transposição didática e tantos temas correlatos. Espero que todos tenham apreciado.

Àqueles que desejam cópia das projeções da apresentação, basta clicar aqui.

Esperamos poder fazer, ainda, um evento comum entre os campi UFT de Araguaína e de Gurupi, com tanta qualidade quanto este excelente simpósio.

Prof.Adriana Torcato (UFT) e prof.Gerson Mól (UnB)

Eu, o prof.Attico Chassot (URI-RS) e a prof.Juliana Barilli (UFT)

Lázaro, Weslene, Atahualpa, Alessandro, Josefa, Romildo, eu, prof.Susana, prof.Juliana e Lucia: alunos dos polos Cristalândia e Porto Nacional



Escrito por Prof. Perdigão às 03h02
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Simpósio de Química em Araguaína

De 1 a 3 de dezembro, ocorre em Araguaína, no campus da UFT, o Simpósio em Comemoração ao Ano Internacional da Química, coordenado pelo professores de Química do campus, entre eles minha querida amiga Adriana Torcato.

É o segundo ano seguido em que participo dos eventos das licenciaturas do campus e, mais uma vez, impressiona a lista de convidados.

Se, no ano passado, tivemos Roberto Faria (USP São Carlos) e José André Angotti (UFSC), neste ano teremos Attico Chassot (IPA-RS) e Gerson Mól (UnB). Isso para ficar nos nomes mais conhecidos.

Também estarei por lá com palestra referente ao tema de minha pesquisa de mestrado, que estou resgatando por ser bastante interdisciplinar: Os gráficos nos livros didáticos de Química do Ensino Médio. Um bom tema para um campus que, além da licenciatura em Química, também tem licenciaturas em Física, Biologia e Matemática. Afinal, os gráficos não são exclusivos da Química.

Interessou-se? Saiba mais visitando o site da UFT, clicando em Eventos.

Minha palestra será no dia 2 de dezembro, das 19h às 21h.

Conto com a presença de todos por lá!



Escrito por Prof. Perdigão às 19h54
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Blog antenado/Viva Rondônia!

Finalmente, depois de 50 dias de ocupação, depois de meses de pressão e depois de mais de 4 anos de denúncias, eis que a Unir (Universidade Federal de Rondônia) se livrou do reitor Januário.

Parabéns, Rondônia! Parabéns, comunidade acadêmica da Unir!

Aproveitando a oportunidade: quem acompanha o blog já sabia o que ocorria na Unir. Há três anos e meio, o BoaProva Blog já repercutia as denúncias envolvendo o reitor. Veja aqui.

Infelizmente, foi preciso que as denúncias se tornassem grandes o suficiente para entrar no noticiário nacional, para que a Unir conseguisse se libertar. A crítica que fiz em abril de 2008 segue mais do que válida.



Escrito por Prof. Perdigão às 02h46
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A segurança pública e a educação básica na USP

Não que não me aborrecesse antes o dito Facebook, mas desta vez a coisa está pior: surge uma guerra ridícula, superficial, entre os partidários pró-PM nos campi da USP, em especial o do Butantã, e os contrários a isto.

Clóvis Rossi escreveu para a Folha de S.Paulo um artigo bem pertinente, em que chama de Fla-Flu a disputa, em que sobra torcida apaixonada e falta razão.

De fato, é péssimo que nenhum dos grupos tenha percebido o mais grave: se a universidade é polo de geração de ideias, por que ainda não surgiu nenhuma ideia positiva sobre o tema, devidamente pesquisada de acordo com os protocolos acadêmicos e científicos?

A crítica se une àquela feita em setembro por Gilberto Dimenstein – finalmente destacado positivamente neste blog – sobre o péssimo desempenho da Escola de Aplicação da USP no Enem. Se a universidade é o lugar onde a vanguarda de ideias se encontra, como pode a escola básica da universidade, ligada à sua Faculdade de Educação, ser tão ruim?

A questão da presença da PM no campus passa a ser irrelevante quando a universidade deixa de ser socialmente relevante.



Escrito por Prof. Perdigão às 03h27
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Há contradições entre ser popular e estudar?

Estive conversando com alunos sobre o tema nesta sexta-feira 11, e me lembrei de um artigo interessante de Rosely Sayão sobre o tema, o qual me comprometi a compartilhar.

Pois aí está: clique aqui.

Os alunos com quem conversei, não necessariamente os de notas mais elevadas, mas certamente de maior esforço, visto que estavam estudando em horário extraclasse junto com o monitor da disciplina em uma véspera de feriado prolongado, disseram não ter percebido uma desvalorização da meritocracia nas escolas onde estudaram.

Melhor assim.



Escrito por Prof. Perdigão às 14h08
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Representação estudantil: as mudanças em 40 anos

Um belo texto de Ricardo Melo, ex-dirigente de entidades estudantis universitárias na década de 1970 e 1980, publicou um texto excelente na Folha de S.Paulo sobre o tema.

Vale a pena ler e refletir.

http://rio-negocios.com/aqueles-dias-de-gloria/



Escrito por Prof. Perdigão às 19h35
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Divulgação de notas UFT Agronomia e Eng.Florestal

Os alunos dos cursos de Engenharia Florestal e Agronomia da UFT já podem consultar suas notas na primeira prova de Introdução à Informática deste semestre.

Basta acessar http://uft.boaprova.com.br e clicar em Informática.

As notas de Matemática sairão no domingo, 6.

As provas não serão devolvidas antes de quarta-feira, 9 de novembro.

Bons estudos.



Escrito por Prof. Perdigão às 13h58
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Enem: começam a surgir os problemas de longo prazo

A pressa na aplicação do Enem há dois anos vem refletindo agora, em mais problemas.

Agora, devido ao banco de questões muito pequeno, escolas e professores que tiveram acesso aos pré-testes exigidos para a aplicação da TRI, a teoria que normaliza estatisticamente as notas dos candidatos, tiveram a coincidência de ver muitas das questões do pré-teste no Enem.

Que fossem observadas uma ou duas, tudo bem. Mas no caso do colégio cearense Christus, foram mais de 10 questões coincidentes. Isso só mostra o quanto o banco de questões do Inep/MEC é pequeno para o número de candidatos e para a importância da prova. E mostra a falta de sigilo e de cuidados com a segurança na aplicação dos pré-testes.

O Enem vai continuar com problemas do tipo. O que não dá para engolir é o MEC olhar uma questão de um simulado de uma escola mineira e dizer que, apesar do plágio evidente, tratou-se apenas de coincidência. Tapar sol com peneira, definitivamente, é intolerável. Um caso de Polícia Federal sendo abafado... É de deixar indignado.

Infelizmente, a conclusão é, mais uma vez: o Enem não é seguro e continuará a festa das fraudes.

Até quando?



Escrito por Prof. Perdigão às 01h38
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Cultura Secular de novembro já está no ar

O novo número da semestral Cultura Secular Revista já está no ar com dois artigos: um sobre Química Analítica, homenageando o Ano Internacional da Química, 2011, e outro sobre a educação superior na Colômbia colonial.

Confira estes artigos e, também, os artigos de edições anteriores na revista: http://cultura.secular.com.br

Boa leitura!



Escrito por Prof. Perdigão às 20h33
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ComCiência: o novo PNE

A revista ComCiência deste mês está muito boa, como sempre. O tema? A discussão do Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020, que ainda não foi aprovado no Congresso.

Discussões sobre o tema interessam em todas as vertentes. Porém, a EaD superior, que vem ganhando peso no país, não foi alvo de discussão nem pelo PNE, nem pela ComCiência. Uma falha grave de ambos, mas mais do PNE, claro.

Quanto à reforma do ensino médio, tão esperada por quem se interessa pela educação básica, o artigo de Marise Ramos mostra que está muito longe, já que o PNE não a contempla. Diz a professora:

Em síntese, a mensagem [trazida pelo PNE] é que o ensino médio que interessa aos estudantes é aquele que prepara para o mercado de trabalho. Se não negamos que a produção da existência por meio do trabalho na sociedade capitalista impõe as contradições da inserção no mercado de trabalho, isso não é o mesmo que reduzir a finalidade do ensino médio a tal ponto. A concepção de ensino médio integrado que defendemos aponta em outra direção, pois não tem o mercado de trabalho como fim – ainda que a formação de qualidade proporcione o enfrentamento dessa realidade – mas sim o desenvolvimento intelectual e ético-político de jovens, pela mediação do conhecimento científico, da formação cultural e da compreensão do sentido dos sentidos e finalidades do trabalho.

Mais direta, impossível. Leia o artigo aqui.



Escrito por Prof. Perdigão às 22h23
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Próximos congressos: SP e MG

Duas apresentações de trabalhos meus em congressos estão previstas para as próximas semanas.

– No II Encontro Internacional de Educação, em Osasco, SP, apresentarei oralmente, na oficina "Matemática e Educação", na tarde do dia 6 de outubro, o trabalho "Temas geradores na formação do professor de Ciências e Matemática no Tocantins", parcialmente baseado no trabalho de minha tese de doutoramento;

– No I Simpósio Mineiro de Educação Química, em Viçosa, MG, apresentarei painel, na tarde do dia 8 de outubro, intitulado "Textos de divulgação científica como tema de um curso a distância para a formação inicial de professores de Química", em que relato parte da experiência de oferecer tal curso no interior do Piauí. Foi em julho de 2010, e há referências a esse trabalho aqui no blog.

Mais uma vez, estão todos convidados.

Minhas aulas na UFT, como já prevê o cronograma divulgado, serão repostas oportunamente.



Escrito por Prof. Perdigão às 08h49
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UFT: avisos a calouros e veteranos

Já está no ar a página referente às novas turmas das disciplinas de Matemática e de Introdução à Informática, campus Gurupi da UFT.

Acesse pelo atalho http://uft.boaprova.com.br.

Veterano: você tem até o dia 29 para avisar que quer ficar com a prova dos semestres anteriores (2010-2 e 2011-1). Quem não pedir até o dia 29 terá a prova descartada.

Aproveitando o post para esclarecer o post anterior: a monografia que defendo no sábado tem o título "Tensões entre esferas de governo na educação a distância: a legislação federal e a gestão da Unitins". Conto com sua presença.

 



Escrito por Prof. Perdigão às 07h53
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Convite: neste sábado, defesa em Palmas

Neste sábado, 17 de setembro, às 14h00, defendo minha monografia de especialização em Gestão Educacional pela Federal de Santa Maria (UFSM-RS).

A defesa é em Palmas, e sua presença vai fazer diferença!

Precisando de carona de Gurupi a Palmas, é só avisar.

Onde vai ser? No Colégio Militar, na 206 Norte.

Ah, não dói: são só 30 minutos!



Escrito por Prof. Perdigão às 20h55
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Não sei se entendi bem...

- O Enem 2010 teve um desvio-padrão menor neste ano. A prova conseguiu ser pior do que a de 2009? Link aqui.

- A linha 4 do metrô paulistano ficou mais de um ano operando em horário reduzido porque a empresa concessionária inventou de pôr trens sem condutores? O pior disso é que existe, em cada um deles, um funcionário que atesta a operação regular do trem, só que sem ter o poder de freá-lo em emergência!

"A Via Quatro disse ainda que a linha 4 adota um sistema novo, de alta tecnologia, que requer uma série de cuidados." Link aqui.



Escrito por Prof. Perdigão às 08h42
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Más notícias para a livre expressão e informação

Duas coisas chamam a atenção na edição de hoje da "Folha de S.Paulo", nenhuma dada em destaque. Chamam negativamente a atenção de quem busca a liberdade de expressão e o direito à informação.

Uma delas: Julian Assange, do WikiLeaks, vazou documentos sem edição, comprometendo suas fontes. Difícil imaginar que, em curto prazo, novas fontes possam surgir. E, como sempre, erros como este reforçam a ideia de que o indivíduo corre grandes riscos ao divulgar informações confidenciais. Erros que acabam incentivando o egoísmo e prejudicando o fluxo de informações que devem ser públicas e não o são. Leia aqui.

Outra está no artigo de Rogério Meneghini, líder do projeto SciELO, de revistas científicas, dizendo que as revistas brasileiras não têm qualidade porque não têm verba. A solução, para ele, seria que as revistas passassem a cobrar para publicar, possibilitando uma profissionalização da administração. Seria mais ou menos como dizer que um jornal ganharia qualidade ao aumentar o preço de capa, sendo que seriam os mesmos jornalistas a escrevê-lo todo dia, apesar de liderados por um sujeito que passaria a ser remunerado (que seria o mesmo, ou um outro, possivelmente pior, dado que não faria o serviço pelo prazer, mas sim pelo dinheiro). Os blogs e a dinâmica da internet estão aí para mostrar que qualidade de informação e dinheiro não têm tanta correlação quanto se possa achar inicialmente (o WikiLeaks é ótimo exemplo). Em suma, a ideia de Meneghini iria dificultar a vida de quem não pesquisa dentro do paradigma vigente, bem como aumentar os custos dos projetos e inviabilizar pesquisas independentes, especialmente nas áreas de ciências humanas, em que projetos e grandes verbas não são sempre necessários para se fazer pesquisa de qualidade. Iríamos nos igualar ao "primeiro mundo", onde a ciência vem mostrando claramente que qualidade, independência e ética não combinam com interesses financeiros. Lamentável. Leia aqui.

Péssimas notícias e opiniões para a liberdade de expressão e de informação.



Escrito por Prof. Perdigão às 21h42
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BRASIL, Norte, GURUPI (sul do estado do TOCANTINS), Homem, de 26 a 35 anos



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