Telefone de Rio Claro segue provisório
Como é possível observar em nossas páginas, nosso telefone de Rio Claro segue provisoriamente como um celular, o qual é atendido em São Paulo diretamente pelo diretor do BoaProva, Rodolfo.
Aguardávamos a chegada, a Rio Claro, do telefone da antiga Vésper, atual Livre-Embratel, prevista ainda para 2007. No entanto, há cerca de 15 dias, a empresa, ao que parece, decidiu seguir a linha do "quanto menos, melhor" da concorrente Telefónica, e deixou de oferecer o serviço Siga-me, que possibilitaria o atendimento dos alunos rio-clarenses em horário amplo (manhã, tarde, noite e sábados), já que o atendimento seria feito, nos horários "alternativos", pela secretaria de São Carlos.
Possibilidades em estudos: contratação do NetFone-Embratel, já disponível em Rio Claro, que ainda permite o Siga-me (sabe-se lá por quanto tempo - parece que captar os clientes insatisfeitos da Telefónica não é do interesse da Embratel) ou a adoção de um número 0800.
Errata em 22/12: ao contrário do que disse, a Embratel não cancelou o Siga-me do Livre: apenas deixou de oferecer o serviço de forma gratuita.
Escrito por Prof. Perdigão às 01h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Prova da Unesp seguirá modelo de 2007
As provas da Unesp 2008 devem manter o padrão de 2007: questões ditas "interdisciplinares" em proporção crescente (cerca de 15% para 2008) e questões abertas sem divisão por itens, ou seja, com uma única resposta final.
As provas começam no domingo, dia 16, e vão até a terça, 18. Os candidatos de São Carlos, como habitual, farão a prova em Araraquara. Os rio-clarenses saem em vantagem na Unesp: fazem a prova em casa.
Escrito por Prof. Perdigão às 01h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Mais sobre a anulação do exame da OAB paulista
Nesta terça, 11 de dezembro, o presidente da OAB-SP e o presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da mesma instituição alegaram que a folha de questões "vazada" já tinha a formatação gráfica (o layout) da Vunesp; portanto, o rompimento do sigilo teria relação com a Vunesp.
Permanecem obscuras as razões que levariam um professor de curso preparatório a divulgar a seus alunos a própria folha de questões, sem alterar sequer uma vírgula. Se fosse uma quadrilha especializada a responsável pelo vazamento, obviamente, não facilitaria desta forma o acesso à sua mercadoria mais valiosa.
Ou seria o caso, aqui, de um "vazamento do vazamento"?
Outra curiosidade é que o denunciante é um promotor da pequena São Sebastião da Grama, cidade paulista próxima a Poços de Caldas (MG). Sabe-se que Grama não tem gráfica da Vunesp nem curso preparatório de direito.
Se é para teoria conspiratória, sou mais da idéia de que alguém quer minar a credibilidade da Vunesp. Por mais que haja (e ajam) quadrilhas de fraudadores por aí.
Escrito por Prof. Perdigão às 01h53
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Segue texto muito interessante do Jornal da USP, reproduzido aqui por não estar mais disponível via Web.
Está provado: leitura melhora a redação
Desde que a Fundação para o Vestibular exigiu dos candidatos a leitura de uma série de obras de bons autores brasileiros e portugueses as provas de redação ganharam qualidade. Mesmo assim, ainda aparece muito texto sem pé nem cabeça
Yeda S. Santos
Depois que a Fuvest passou a exigir a leitura de obras clássicas - dez por ano - de autores brasileiros e portugueses, a qualidade da redação dos exames de seleção melhorou. É o que demonstram levantamentos feitos nos anos de 1982, 1983 e 1991. "O rendimento não só da redação, mas de toda a prova de português melhorou", afirma o professor Atílio Vanin, vice-diretor da Fuvest, sem arriscar uma porcentagem. Segundo ele, aparentemente o número de alunos que lêem vem aumentando. "Os cinco primeiros anos da Fuvest - de 1977 a 1982 - foram os piores, pois os candidatos usavam muitos lugares-comuns e chavões nas redações". Para Vanin, os professores do ensino fundamental (1ª à 8ª série) e médio (2º grau) devem começar a preparar seus alunos para o exame de ingresso na universidade.
A proposta de indicar títulos para leitura partiu do professor de Grego da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Henrique Murachco, visando melhorar o desempenho na prova de redação. Ele cita o grego Gorgias, mestre da retórica, para dar suporte à sua iniciativa: "Dê-me um jovem e, pelo logus, eu farei dele o melhor onde quer que vá". (Logus é o mesmo que palavra escrita, articulada).
A primeira lista de autores não vivos foi indicada em 1989, para ser aplicada em 90. A situação alterou-se em 93, quando o Conselho de Graduação da USP introduziu autores vivos, como José Saramago e Rubem Fonseca. A Fuvest escolheria um Paulo Coelho? "Não, pela irrelevância do tema de que tratam suas obras", responde Vanin. O aluno fica conhecendo os autores indicados para leitura na hora da inscrição, através do Manual do Candidato, e o professor Vanin avisa: "Sem Machado de Assis, Eça de Queiroz e Carlos Drummond de Andrade, não tem exame, pois esses são obrigatórios".
Embora o volume de incongruências encontrado nas provas tenha diminuído, "a redação não pode ter muito peso no vestibular (vale a metade da prova de português), pela subjetividade que envolve a correção, que tem critérios próprios. O examinador verifica a adequação ao tema, correção gramatical, coerência e coesão, isto é, o texto precisa ter começo, meio e fim", analisa o vice-diretor da Fuvest.
Depois de instituída a obrigatoriedade da leitura de determinadas obras, ficou mais fácil encontrar redações como a do "treineiro" que diz: "...Imagine se eu fosse um candidato real que, numa série de dias de prova, coloca em jogo toda a sua vida profissional. Acho que esse método de ingresso na faculdade é um tanto injusto para um candidato que passou a vida inteira estudando, é ótimo aluno e, no dia da prova, tem um branco, fica nervoso, e aí se perde de uma vez, porque sabe que a partir do resultado da prova vai ter o orgulho de cursar uma boa faculdade ou a humilhação de ser reprovado...".
Este exemplo de prova faz parte da coleção de curiosidades escritas por vestibulandos guardadas pelo professor de Latim Antonio Chelini, da FFLCH, um dos que corrigem a redação nos vestibulares da Fuvest. Também faz parte dos arquivos do professor Chelini este texto curioso: "...não somos o que somos mas o que outros... nos impõem. Matematicamente, nossa essência é uma função. O gráfico da alma, em função de outrem, projeta ora uma curva afim - quando as virtudes que nos impõem são positivas e proporcionais -, ora uma hipérbole equilátera, quando as imposições alheias são universais, proporcionais aos nossos interesses...".
Ainda tratam mal o idioma
Mesmo com esses cuidados ainda há, entre os vestibulandos, os que tratam muito mal o idioma. O professor Chelini registrou muitos absurdos cometidos contra a língua portuguesa e com eles preencheu vários cadernos entre 81 e 98. Ler a sua coleção - que também tem coisas boas - é fazer uma viagem pela história do vestibular. Embora identifique "melhoria quanto à forma de o aluno expressar-se", Chelini ainda vem recolhendo erros imperdoáveis. Lembra-se de um caso de prova em que se pedia que o candidato fizesse exercícios sobre a seguinte frase: "Olhe do que vosmecê escapou, disse o almocreve. Ri-me, hesitei, meti-lhe na mão um cruzado em prata, cavalguei o jumento e segui a trote largo, um pouco vexado. Melhor direi, um pouco incerto do efeito da pratinha. Olhei para trás, o almocreve fazia-me grandes cortesias".
Almocreve é o nome que se dá ao homem que conduz bestas de carga, carregador. O vestibulando deveria apresentar o episódio reescrito como narrado pelo observador, tarefa que alguns alunos resolveram assim: "Trocou o jumento pelo cruzado e partiu incerto se fizera um bom negócio". Ou: "Montei no almocreve e meti um cruzado no burro". E, ainda: "Dei um cruzado no almocreve", no sentido de dar um soco. Uns escreveram: "O almocreve seguiu seu trote"; outros: "Meti um cruzado de prata no jumento". Segundo o professor Chelini, "fica claro que eles não conhecem o significado de almocreve e não têm idéia de que cruzado de prata é dinheiro, ou não teriam confundido cruzado de prata com soco cruzado".
A segunda parte da questão pedia a reprodução da fala do almocreve quatro vezes, substituindo "vosmecê" por tu, vós, você e V. Exa.: "Olhe do que vosmecê escapou, disse o almocreve". Eis algumas das substituições apresentadas: "Olhe do que vosmetu escapou"; "Olhe do que tuvamecê escapaste". Tentando encurtar o caminho, um aluno decidiu conjugar o verbo: "Eu almocrevo, tu almocreves, ele almocreve".
"Não sabemos a quais cursos concorriam os autores das frases, pois as provas de redação são aplicadas para todas as áreas", lembra o professor, para quem a recomendação de que leiam deve, cada vez mais, transformar-se em obrigação. "Os cursinhos deveriam fazer exames simulados que incluíssem a leitura das obras pedidas, com sérias cobranças dos alunos", afirma.
O condoreirismo também não escapou da pena hesitante dos alunos. Condoreirismo é uma escola literária à qual pertence Castro Alves, caracterizada por poetas condoreiros, de estilo elevado, hiperbólico, mas foi assim definida: "O condoreirismo é constituído de pessoas muito fortes e inteligentes"; "O condoreirismo é o navio a quem o poeta deu esse nome"; "O condoreirismo refere-se a condor, ave de grande senso de locomoção". Mas há manifestações ainda mais inusitadas: "Condoreirismo é a capacidade de produzir uma linguagem casta com palavras eróticas". Os mais poéticos arriscam rimas: "Condoreirismo é o mesmo que o condor, que se relaciona com a dor". Não faltam os que buscam definições precisas: "Condoreirismo é a condolência". Ou pseudo-eruditas: "O condoreirismo está relacionado a fenômenos obscuros e modificações atmosféricas".
O professor Antonio Chelini lembra casos de redação sem nenhuma pontuação. "Eles fazem textos sem um único ponto ou vírgula e chegam a isso porque não têm o hábito de ler, apesar das leituras obrigatórias para o vestibular." Quando não sabem responder à questão começam a brincar, segundo o professor, que mostra frases soltas, anotadas em seus cadernos, como estas: "Cada pessoa é um indivíduo único"; "O homem nada mais é do que um saco de influências"; "Políticos enfiando frango na cara do povo"; "Lao-tsé um filósofo chinês oriental"; "O homem nem sempre foi um indivíduo".
"As idéias não são explicadas, mas jogadas para o leitor", resume Chelini, encontrando, ao acaso: "Nenhum animal é mau por ser mau"; "Todos pensam diferente, porque se pensassem igual não estariam pensando"; "Viver é fácil, gostoso é conviver". Porém, mesmo nesse desacerto é possível encontrar criatividade: "Ser líder é saber dividir responsabilidades. Serei eu um líder? Re - spo - ns - abi - lid - ad - es. Não sou líder, não sei dividir responsabilidades". Diante do desconhecimento de significados, um aluno referiu-se aos "menos desfavorecidos" sem saber que apontava para os "mais favorecidos". Outro, parafraseando Os Lusíadas, de Luis de Camões, assinalou: "Os foguetes americanos e russos exploram ares nunca dantes vasculhados".
Seria um caos se os examinadores não pudessem contar com provas consideradas "muito boas", como este exemplo (que também contém um erro): "...Conseguirei convencer o senhor X apenas com palavras? Caso não consiga, terei um problema. As palavras com as quais, segundo João Cabral (João Cabral de Melo Neto) é difícil definir a vida, serão a única coisa entre eu (mim) e meu pai. Ah, meu pai! Espera que eu iguale minha redação simplória com a célebre poesia de Carlos Drummond de Andrade... Posso, serenamente, demonstrando austeridade, recitar ao meu pai: A luta com palavras é luta árdua, mas vã. Ou seja, ou conseguirei convencer o leitor X com a vã luta com palavras ou terei a difícil missão de defender, com palavras, a minha vida".
Retirado do Jornal da USP, de 29 de junho a 5 de julho de 1998, ano XIV, nº 437
Escrito por Prof. Perdigão às 22h58
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Saem as notas de corte da Fuvest: maioria em alta
As notas de corte, ou seja, as notas mínimas para aprovação para a segunda fase do vestibular da Fuvest 2008, saíram ontem. No destaque do Informe à Imprensa Fuvest, a comparação com 2007 não deixa dúvidas: a alta foi geral. Em todas as 15 carreiras de mais alta nota de corte, houve elevação.
É normal que as notas caiam após alterações no sistema do vestibular. No entanto, se levada em conta a proporção da nota, em 2007, primeiro ano de questões multidisciplinares e de prova com 90 questões, houve alta ante 2006. Tanto que, mesmo com apenas 89 questões em 2008, ante 100 em 2006, as notas de corte são praticamente as mesmas. O bônus aos egressos de escolas públicas colaborou para a alta, mas não justifica tudo.
O que se conclui, com isso, é que os candidatos promovidos para a segunda fase ficam mais próximos entre si, possibilitando a todos alcançar uma vaga na USP em 2008, mesmo que tenham obtido nota muito próxima à do corte, nas carreiras mais concorridas.
O que não se pode concluir é que a prova da Fuvest tenha ficado mais fácil; talvez, o que tenha ocorrido é que o tempo disponível (de 5 horas) segue o mesmo, e que, portanto, a capacidade de um aluno de responder aos testes da Fuvest nesse tempo tenha permanecido a mesma: para Medicina, por exemplo, os promovidos conseguiram, nessas 5 horas, responder corretamente a um mínimo de 74 questões.
Em outras palavras, acredito que, ainda que houvesse 200 questões a responder nessas 5 horas, o melhor candidato conseguiria uma nota bem maior que os 88 desta Fuvest 2008. Mas as notas de corte, ainda assim, permaneceriam praticamente no mesmo lugar, por haver um limite, aos alunos medianos, no número de questões "bem respondidas" no tempo disponível de 5 horas.
Voltando ao tema "candidatos mais próximos entre si", penso que, em uma carreira como Medicina, cujo corte foi 74, a Fuvest deveria convocar mais que 3 candidatos por vaga. Estes míseros 7 pontos que afastam um dos melhores convocados (nota 81) do último convocado podem ser facilmente revertidos na segunda fase. Chega a ser injusto com os candidatos que tiraram 71, 72, 73: não parece óbvio que eles também têm chances? Basta acertar uma questãozinha a mais na segunda fase!
Ainda estou devendo a simulação do candidato eliminado após o cancelamento da questão. Está pronta a simulação para o Fuvest 2005; falta a de 2008.
Escrito por Prof. Perdigão às 00h32
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Mais uma anulação de prova da Vunesp
Vestibulandos da Unesp, Unifesp, UFScar, UFTM e outras faculdades e universidades cujo vestibular é organizado e realizado pela Fundação para o Vestibular da Unesp, a Vunesp: estejam preparados para eventuais adiamentos e/ou cancelamentos de prova.
Esta é uma repetição do alerta dado antes deste último vestibular de meio de ano da Unesp.
Na época, a Vunesp foi obrigada a cancelar concurso público para vagas na Câmara Municipal de São Paulo, por suspeitas de quebra do sigilo: dos sete primeiros colocados para o cargo de Técnico Administrativo, quatro tinham relações de parentesco, e três deles tinham até o mesmo sobrenome. Além disso, uma dessas pessoas seria estagiária da Imprensa Oficial do Estado de SP, que foi responsável pela impressão das provas. A Vunesp, claro, jura que nenhum funcionário está envolvido.
Ontem, o cancelamento foi no 134º Exame de Ordem da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil - Secção São Paulo), pois pelo menos duas questões teriam sido divulgadas, na íntegra, em curso preparatório de direito, de acordo com o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio D'Urso. A responsabilidade das provas também era da Fundação Vunesp.
Se há relação entre os casos, é prematuro dizer. Mas é certo que a concorrência entre as empresas especializadas em concursos é grande, e a desmoralização, pelo lançamento de suspeitas sobre a lisura de uma delas, é um caminho fácil para a conquista de mercado.
A própria Vunesp se envolveu em disputas judiciais para conseguir a organização do Enem, sem sucesso. A prova da Fundação Cesgranrio para o Enem, como se sabe, sempre é contestada por professores sobre sua qualidade. A organização também deixa a desejar: é freqüente que listas de candidatos saiam com erros ou incompletas. Se se mantém o sigilo sobre uma prova tão mal organizada, aplicada em quase 1000 municípios, é difícil apostar que sim, mas...
... a Cesgranrio tem nome forte no MEC: segundo o ministério, em 2003, um consórcio concorrente, formado pela Cespe (ligada à UnB, a Universidade de Brasília) e pela Vunesp, não tinha provado que tem experiência com concursos, e, por isso, foi preterido, mesmo com preço R$ 6 milhões menor! Trata-se, apenas, de duas das maiores aplicadoras de provas do Brasil! E, mais curioso: a Cespe passou a fazer dobradinha com a Cesgranrio nas licitações depois disso, sem que se levantassem suspeitas sobre a sua competência técnica. A Vunesp preferiu não mais se envolver com o Enem, ao que parece.
Pelo jeito, só se saberá o que acontece nessas fundações com o auxílio de investigação policial. Por tudo isso, fica o alerta de um possível cancelamento de provas.
Escrito por Prof. Perdigão às 02h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Retorno
Ainda estou com dificuldade de separar um tempo para as atualizações do blog. Por isso, a ausência de postagens nos últimos dias. Espero que, em 2008, possa ser diferente, com o estabelecimento de uma linha editorial para o blog.
Escrito por Prof. Perdigão às 00h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
|

|
|

|