Notas de corte Fuvest 2009
Na média, aumentaram um pouquinho as notas de corte Fuvest em relação ao ano anterior.
Mas ainda questiono:
- Nenhum dos candidatos que obtiveram nota 76, 75 teriam condição de aprovação em Medicina (o corte foi 77 e a maior nota de todas, 88)? A Fuvest ainda não acordou para o fato de sua prova começar a ficar fácil para os medicinandos - e agora, também para os futuros engenheiros aeronáuticos de São Carlos, cujo corte foi 72. É preciso aumentar a relação candidato-vaga na 2ª fase nas carreiras mais concorridas, como já foi há alguns anos, por uma questão de justiça.
- Será que ainda é possível fazer uma prova como essa da Fuvest em 1ª fase? O que se vê é gente que mal consegue os 25% mínimos necessários para aprovação (22 pontos, ajudados por Enem), e que hoje sai por aí com carteirinha da USP, e depois com o diploma da USP. E isso até no campus mais tradicional da USP, o do Butantã (Licenciatura Matemática/Física, por exemplo, neste 2009). E outros, como se comentou, quase gabaritam a prova. Ainda creio que a prova da 1ª fase esteja selecionando como deve, mas nas carreiras mais concorridas é preciso ter maior diferenciação entre os candidatos. Talvez a segunda fase, essa sim, precisasse ser alterada, aumentando-se o grau de dificuldade das provas específicas e cancelando-a ou limitando-a a Português e Redação nas carreiras menos concorridas - uma vez que a diferenciação dos candidatos já é boa pelos resultados da 1ª fase.
- Mais uma vez as carreiras de Licenciatura ficaram com as menores notas de corte. Ninguém quer ser professor. Acho até que na tal da Univesp (comentei aqui) vai haver muitas vagas ociosas. E o pior: são justamente os professores de exatas os piores. É por isso que a educação brasileira está desse jeito aí. Mas não é só a docência que atrasa a educação, não é? Não parece óbvio que deve haver problemas nos currículos escolares, nos recursos didáticos, na educação familiar, na gestão da educação? Se fossem só os professores, o Brasil não ocuparia os últimos lugares nos rankings educacionais de ciências e matemática. Minha pesquisa de mestrado mostrou que os livros didáticos de Química têm problemas graves - nenhuma novidade, pois os livros de outros países também têm problemas, há muitas pesquisas na área. Mandei artigo para o XVIII Snef (Simpósio Nacional de Ensino de Física) mostrando que os livros de Física sofrem do mesmo mal. Sabe o que um dos árbitros respondeu? Que se os livros brasileiros tivessem problemas o Governo Federal não os compraria (por meio do Pnlem, o Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio)! É piada, não? E os professores formados por nossas universidades parecem padecer do mesmo mal: não aprendem a enxergar as deficiências que eles próprios têm, que o sistema de educação brasileira tem. Afinal, para onde pretendemos ir, Brasil?
Escrito por Prof. Perdigão às 10h16
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Torcida pelos alunos de Rio Claro
Estamos na torcida por Júlio e Ana Bárbara nas provas específicas de Vagas Remanescentes Unicamp 2009 para acesso ao curso de Geologia, que ocorrerão amanhã.
Curiosamente, amanhã estarei justamente lá, no Instituto de Geociências da Unicamp, para a prova do Doutorado em Ensino e História de Ciências da Terra. A torcida para que dê tudo certo para mim tem sido forte. Obrigado a todos!
Escrito por Prof. Perdigão às 18h21
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