Mais um x aquele um

Do livro de Elton Schneider e Henrique Castelo Branco, A Caminhada Empreendedora:

Empreendedor “Mais Um”: o empreendedor “mais um” se encontra limitado ao que já sabe e domina, oferecendo ao seu entorno elementos que outras pessoas também conseguem oferecer. Ele não possui um diferencial que os destaque dos demais e, portanto, precisa se sujeitar a lidar com um contexto altamente concorrido, com baixo potencial inovador e remunerado de modo elementar. Geralmente, deseja que as coisas a sua volta não mudem pois, para ele, mudança significa novas habilidades, novas competências, esforço acima da média e o risco da revelação de sua limitada capacidade. Por isso palavras como estabilidade, tradição e segurança estão na bandeira do empreendedor “mais um”, afinal, enquanto elas prevalecerem, ele poderá continuar oferecendo “mais do mesmo”, dentro de sua zona de conforto, aparentemente segura e perpetuável.

Empreendedor “Aquele Um”: o empreendedor “aquele um” se enquadra no perfil do “eterno aprendiz”, ou seja, é curioso, determinado e amigo do novo, do diferente, do inovador e da mudança. Seu comportamento inquieto e atrevido, aliado a uma prática de formação e informação, faz dele um elemento destacado no contexto em que atua, trazendo a tudo e a todos a possibilidade da mudança criativa e inovadora, tão desejada pelas organizações e mercados. As palavras que o guiam são: risco, inovação e instabilidade. Não teme o fracasso e o erro, pois sabe que são desses elementos que se seguiram muitas das transformações importantes da humanidade. Tem fé de que mesmo o fracasso é uma oportunidade, no sentido de que mais vale a aprendizagem com o erro do que o carregar da dúvida pelo que não foi feito. O “e se” é um peso que ele não deseja carregar. Sua perspectiva é de oferecimento de “mais do novo”, mesmo que isso demande muito esforço, estudo, dedicação e preparo.

A academia é feita de "mais uns", com as honrosas exceções. Quase ninguém se arrisca a estar fora do paradigma de aceitação. E o conhecimento fica ali, parado na estação.

As paisagens sempre novas sugerem que eu estou no trem.



Escrito por Prof.Perdigão às 11h01
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