Voto distrital não é solução

Já havíamos denunciado o voto distrital neste blog em 2011; há seis anos, portanto.

Mas entre as razões da crítica, não consta o que coloca Elio Gaspari na sua coluna na Folha de S.Paulo de hoje.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2017/08/1913419-voto-distrital-e-o-quindim-futurologico-da-reforma-eleitoral.shtml

O que ele coloca é: quem desenhará os distritos?

Pensemos em um território com 100 habitantes, sendo 70 pró-vermelhos e 30 pró-azuis. Este território precisa ser dividido em dois distritos eleitorais.

O critério mais justo, por aleatório, é buscar um senso geográfico. Não adianta desenhar serpentes no meio do mapa e ir pegando quem interessa e deixando de fora quem não interessa.

E quem interessa? Se os azuis forem os responsáveis pelo desenho dos distritos, poderão criar duas áreas, cada uma com 50 pessoas: uma em que ficam 50 pró-vermelhos e outra em que ficam os restantes 20 pró-vermelhos e os 30 pró-azuis.

Na eleição, a despeito de serem em proporção de 30%, os azuis terão 50% da representatividade, pois perderão de lavada no primeiro distrito, mas ganharão com folga no segundo!

As nossas críticas podem ser vistas neste link:

http://boaprovablog.zip.net/arch2011-08-01_2011-08-31.html#2011_08-04_02_28_38-7137585-0



Escrito por Prof.Perdigão às 11h49
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