Carregando a cruz

O que seria de César Hidalgo se calhasse de querer ser professor universitário no Brasil?

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/09/1921443-acumulo-de-conhecimento-por-um-pais-intensifica-a-economia-diz-fisico-o-mit.shtml

Pelo que seria forçado a passar por "se atrever" a pesquisar e produzir "fora da área"?

"Onde já se viu um físico pesquisando em economia? Ou fazendo produções de jornalismo e entretenimento? Crucifiquem-no!"



Escrito por Prof.Perdigão às 09h47
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Voto distrital não é solução

Já havíamos denunciado o voto distrital neste blog em 2011; há seis anos, portanto.

Mas entre as razões da crítica, não consta o que coloca Elio Gaspari na sua coluna na Folha de S.Paulo de hoje.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2017/08/1913419-voto-distrital-e-o-quindim-futurologico-da-reforma-eleitoral.shtml

O que ele coloca é: quem desenhará os distritos?

Pensemos em um território com 100 habitantes, sendo 70 pró-vermelhos e 30 pró-azuis. Este território precisa ser dividido em dois distritos eleitorais.

O critério mais justo, por aleatório, é buscar um senso geográfico. Não adianta desenhar serpentes no meio do mapa e ir pegando quem interessa e deixando de fora quem não interessa.

E quem interessa? Se os azuis forem os responsáveis pelo desenho dos distritos, poderão criar duas áreas, cada uma com 50 pessoas: uma em que ficam 50 pró-vermelhos e outra em que ficam os restantes 20 pró-vermelhos e os 30 pró-azuis.

Na eleição, a despeito de serem em proporção de 30%, os azuis terão 50% da representatividade, pois perderão de lavada no primeiro distrito, mas ganharão com folga no segundo!

As nossas críticas podem ser vistas neste link:

http://boaprovablog.zip.net/arch2011-08-01_2011-08-31.html#2011_08-04_02_28_38-7137585-0



Escrito por Prof.Perdigão às 11h49
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Informações do semestre

Neste 2º semestre de 2017, estarei com duas turmas de Química Geral Teórica, a E e a G.

O sistema será essencialmente o mesmo do semestre anterior, com a diferença que não se criará exceção:

- ao aluno que quer fazer avaliação sem a devida inscrição. A inscrição será parte da prova.

- ao aluno que "precisa" fazer a P1 em outro dia que não o sorteado. O sorteio não agradou? Tem a P2 e a P3.

Haverá uma redução grande do potencial conflito ou desentendimento. Vale dizer que o aluno que insistir em descumprir as regras específicas da disciplina terão a si aplicadas as normas da universidade.

O plano de disciplina já está disponível na página.



Escrito por Prof.Perdigão às 00h26
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Mais um x aquele um

Do livro de Elton Schneider e Henrique Castelo Branco, A Caminhada Empreendedora:

Empreendedor “Mais Um”: o empreendedor “mais um” se encontra limitado ao que já sabe e domina, oferecendo ao seu entorno elementos que outras pessoas também conseguem oferecer. Ele não possui um diferencial que os destaque dos demais e, portanto, precisa se sujeitar a lidar com um contexto altamente concorrido, com baixo potencial inovador e remunerado de modo elementar. Geralmente, deseja que as coisas a sua volta não mudem pois, para ele, mudança significa novas habilidades, novas competências, esforço acima da média e o risco da revelação de sua limitada capacidade. Por isso palavras como estabilidade, tradição e segurança estão na bandeira do empreendedor “mais um”, afinal, enquanto elas prevalecerem, ele poderá continuar oferecendo “mais do mesmo”, dentro de sua zona de conforto, aparentemente segura e perpetuável.

Empreendedor “Aquele Um”: o empreendedor “aquele um” se enquadra no perfil do “eterno aprendiz”, ou seja, é curioso, determinado e amigo do novo, do diferente, do inovador e da mudança. Seu comportamento inquieto e atrevido, aliado a uma prática de formação e informação, faz dele um elemento destacado no contexto em que atua, trazendo a tudo e a todos a possibilidade da mudança criativa e inovadora, tão desejada pelas organizações e mercados. As palavras que o guiam são: risco, inovação e instabilidade. Não teme o fracasso e o erro, pois sabe que são desses elementos que se seguiram muitas das transformações importantes da humanidade. Tem fé de que mesmo o fracasso é uma oportunidade, no sentido de que mais vale a aprendizagem com o erro do que o carregar da dúvida pelo que não foi feito. O “e se” é um peso que ele não deseja carregar. Sua perspectiva é de oferecimento de “mais do novo”, mesmo que isso demande muito esforço, estudo, dedicação e preparo.

A academia é feita de "mais uns", com as honrosas exceções. Quase ninguém se arrisca a estar fora do paradigma de aceitação. E o conhecimento fica ali, parado na estação.

As paisagens sempre novas sugerem que eu estou no trem.



Escrito por Prof.Perdigão às 11h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Mais uma da "avaliação" docente

Já cansei de protestar aqui contra a avaliação furada que se faz do pesquisador/docente, especialmente no Brasil.

O Qualis tem mais furos que um queijo suíço, com a desvantagem de ser insosso.

E tem gente que julga os outros por essas vias mais que enviesadas.

Agora, Hélio Schwartsman nos traz mais uma, acerca da revisão por pares:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2017/05/1886803-o-penis-conceitual.shtml

É de chorar.



Escrito por Prof.Perdigão às 11h09
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil


BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Homem, de 36 a 45 anos



Currículo acadêmico do Prof. Perdigão


Histórico


Outros sites
 Mensagens antigas do blog (2007-2016)
 Prof.Perdigão UnB
 Itexa Grupo de Pesquisa
 Cultura Secular Revista