Enem, o desastre
A Unicamp anunciou nesta semana que vai tomar o resultado do Enem obrigatoriamente em seu processo seletivo de 2011. Acho que, diante dos acontecimentos deste fim de semana, deveria repensar se deve se contaminar com os problemas – muitos deles naturais, é verdade – de uma prova nacional, realizada com milhões de estudantes. Isso acaba quebrando a credibilidade da Comvest-Unicamp. Expõe o processo a questionamentos e a mudanças de regras desnecessárias, como se viu neste ano. Além disso, muitos dos problemas do Enem não são naturais. Erro no gabarito? Absurdo! Inadmissível! O vazamento da primeira prova também foi absurdo pela forma como ocorreu: amadores fizeram o "serviço" de rompimento do sigilo do exame. A Unicamp é, reconhecidamente, uma universidade diferenciada e não precisa da chancela do Enem. Tampouco precisa colaborar para aumentar o nível de participação no Enem. O MEC que cuide disso. E a Unicamp não deveria apoiar o Enem porque 180 questões e uma redação em apenas um fim de semana é absurdo, é desumano, e os candidatos mostraram isso. Obrigar uma pessoa a passar 10 horas de 30 no seu nível máximo de concentração e alerta, fazendo com que sua vida dependa disso? Cinco horas e meia sentado, sem poder sair, ou perderá tempo precioso de prova, porque destinaram somente uma hora para uma redação? Quem foi o burocrata que inventou isso? Mas o pior não está aí. O pior foi o ministro divulgar com ênfase hiperbólica que o Enem ia ser raciocínio, pura medição de competências, bem diferente dos vestibulares que vinha substituir. Pois, nesse sentido, mais que em todos os outros: o Enem foi um lixo. Um desastre. Um retrocesso. Que voltem (ou que fiquem) as provas inteligentes da UFF, da UFMG, da UFG, da UFRGS... E que se dê o devido peso à prova sempre bem elaborada da Unicamp: 100%. Nada de Enem na Unicamp. Os bons candidatos agradecerão. Pela justiça da seleção. E pelo fim de semana dedicado a coisas mais úteis e inteligentes!
Escrito por Prof. Perdigão às 23h38
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Bom Enem a todos!
O Enem acaba de começar! Estou na torcida por todos! (Decidi não fazer a prova. O horário abaixo é o do Tocantins).
Escrito por Prof. Perdigão às 12h05
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Educação preocupa mais que trânsito em SP?
De acordo com pesquisa realizada pelo movimento Nossa São Paulo, liderado por Oded Grajew, que entrevistou um universo absurdamente grande de 32 mil pessoas, a educação estaria no topo da preocupação dos paulistanos em relação à sua qualidade de vida. O trânsito, veja só, teria ficado na 17ª posição entre os problemas dos cidadãos. Como? Tenho duas explicações possíveis para esse resultado. Uma delas é a de que o paulistano já está ficando acostumado com o trânsito pesado, com o fato de perder mais de duas horas e meia em trânsito. Já acha que é fenômeno natural. Especialmente aquele paulistano que não sai da cidade, exceto para ir à praia quando todos vão. Eu digo isso porque conheço pessoas em ambas as situações: as que se "conformam" com o tráfego descomunal - porque se "acomodaram" na cidade - e as que têm viajado com mais frequência do que antes, e têm conhecido outros perfis de cidade, e que ficam "indignadas" quando retornam à capital paulista. Outra, mais simples e mais fácil de se aceitar, é a de que a questão do trânsito foi colocada na pesquisa como "mobilidade". Ora, essa palavra tem sido muito mais utilizada para se referir à situação dos deficientes físicos. Além disso, como os próprios participantes da pesquisa apontam, a educação anda muito mal na cidade. Saber, durante uma entrevista, o que significa "mobilidade" requer uso mais frequente da palavra. Lembro, ainda, que, do universo da pesquisa, muitos dos entrevistados são alunos de escolas públicas com idades entre 10 e 15 anos. É gente que não conhece outro universo além da cidade, mora perto da escola onde estuda e, como já sabemos, não recebeu a instrução necessária para entender o que significa "mobilidade". Juntaram tudo. Deu no que deu. De qualquer forma, é positivo que a educação tenha sido tão citada. São os alunos reconhecendo que estudam em um lugar que não pode ser chamado de "escola". São alunos como os cariocas, que criticaram a liberação de bermudas para os professores no verão, alegando que isso faz perder a formalidade requerida na relação professor-aluno, nesse, como alguns especialistas chamam, "contrato didático". É um excelente começo para fazermos a revolução de que a Educação do país necessita e pela qual clama.
Escrito por Prof. Perdigão às 12h19
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Boa Fuvest a todos!
A nossos ex-alunos, desejo boa prova neste domingo. Segurança, confiança e, claro, uma pitada de sorte. Aproveito para indicar um excelente artigo sobre educação à distância publicado na revista Nova Escola (editora Abril) deste mês de novembro. O artigo é estruturado na forma de "verdades" ou "mitos" sobre a EaD. O acesso é gratuito e pode ser feito clicando aqui. Muito interessante é a presença de uma ferramenta avaliadora sobre o seu perfil para ser um aluno EaD.
Escrito por Prof. Perdigão às 17h05
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Enem reorganizado já começa desorganizado
Gostaria de compartilhar uma preocupação com os estudantes leitores do blog. Nada indica que o Enem esteja sendo bem organizado. Ao contrário. Hoje chegou a minha nova convocação para a prova. Eu havia solicitado a mudança do local de prova de São Carlos-SP para Gurupi-TO. A mudança foi feita, ao que parece, já que, na nova ficha, consta um endereço da cidade do interior tocantinense. Só que eu decidi conferir na internet. Falha 1: A informação ainda não está disponível pela rede. Falha 2: Há um release da assessoria de imprensa do Inep com um anexo que aponta, por UF e município, quantas foram as migrações de local de prova. E não há nenhuma mudança de São Carlos para Gurupi. Acabei buscando se havia mudança de Gurupi para São Carlos. Houve uma. Inverteram as colunas da planilha ou houve alterações não contabilizadas? Eu não gostaria de ser o arauto das más notícias, mas acho importantíssimo que os candidatos percebam como as coisas estão ocorrendo. Ponto para a Fuvest e para a Unicamp, que abandonaram o Enem 2009 e acertaram. P.S. às 20h19: Está, mesmo, tudo invertido. As cinco maiores alterações de município, pela lógica, seriam de São Paulo para cidades vizinhas, e não o contrário, como consta. Explica-se: muita gente mora perto do limite do município. Para não correr o risco de o Enem voltar a mandar o candidato para o outro extremo da Capital, o estudante prefere mudar de município. Principalmente quando o novo município é pequeno, casos de São Caetano do Sul e Diadema. Outro exemplo: uma das dez maiores mudanças seria de "Macapá-AP" para "Amapá-AP", com 131 solicitações. Ou Amapá teve uma explosão populacional, ou, lógico, a solicitação é a inversa, justamente de quem confundiu cidade com estado.
Escrito por Prof. Perdigão às 20h19
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Mais uma vez, telefone com problemas
Eu me esqueci de realizar a transferência de chamadas do telefone DDD 11 antes de sair de São Paulo, e ele acabou por ficar fora do ar. Assim continuará até dezembro. Mas, na atualização de página, disponibilizaremos outro telefone de contato. Caso necessário, use nosso formulário de contato no site do BoaProva.
Escrito por Prof. Perdigão às 13h30
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Mais sobre EaD e novidades BoaProva
Uma interessante reportagem sobre palestra do professor José Manuel Moran (ECA/USP) acerca do ensino à distância, que eu já havia marcado nos favoritos mas ainda não havia compartilhado aqui no blog, pode ser acessada aqui. Para aqueles que me perguntaram se eu era o colaborador da edição especial da Veja sobre os 50 anos de Brasília, sim, fui eu. E o resultado final da minha contribuição, muito bem trabalhada pelo fotógrafo Paulo Vitale e bem pensada na edição da revista, é excelente. É o tipo de resultado que faz você se sentir bem para colaborar novamente. Quem leu Cultura Secular ou Revista Eletrônica de Ciências do CDCC/USP sabe qual foi a minha contribuição. Quanto às matrículas para 2010, em, no máximo, duas semanas, disponibilizaremos as informações do BoaProva para 2010. Eu ainda tenho uma última atividade do doutorado na segunda-feira, por isso estou em São Paulo. Ainda restam algumas poucas atividades da Licenciatura em São Carlos, as quais devo resolver ainda nesta semana. Fica a próxima semana para colocarmos em pé o curso de 2010. E, claro, se o curso for à distância, não haverá matrícula. O aluno simplesmente pagará antecipadamente pelo acesso e pelo envio do material didático impresso - e isso já está definido: ele será impresso, para evitarmos violação de direitos autorais. A cobrança ainda é problema, porque o PagSeguro e outros serviços similares demoram muito para processar o pagamento, além de cobrar taxas que teriam de ser embutidas nos cursos, o que os encareceria. Estamos pensando sobre o que fazer. Outra coisa certa é que teremos sorteio de material didático deste ano de 2009 - só da Base de Lançamento - que sobrou. São três cópias dessa apostila introdutória e curtinha, que ainda estou pensando como fazer para distribuir. Talvez, no lugar do sorteio simples, acresçamos algum pedido de contribuição dos visitantes do site, como um slogan ou a resposta a um curto questionário. Também estamos, nisto, em fase de elaboração, de pensamento. Portanto, aguarde por novidades no fim de novembro.
Escrito por Prof. Perdigão às 11h36
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Boas novidades para 2010
Estou fazendo poucas postagens nas últimas semanas por falta de tempo. A estabanada mudança para o Tocantins acaba consumindo tempo, mas estou gostando muito da vida por aqui, apesar da correria. Tenho certeza de que as pessoas que seguem acompanhando o blog, que admiram meu trabalho e o do BoaProva estão sentidos pelo encerramento temporário das atividades. Pois saibam que eu não deixo de pensar em vocês e na escola. Sempre amei o que fiz no BoaProva e pelo BoaProva. Só não foi possível continuar pagando para trabalhar. Pois bem. Nessa belíssima trajetória que me trouxe ao Tocantins, acabei descobrindo mais sobre o ensino à distância, e estou começando a namorar a possibilidade de fazer do BoaProva uma escola atuante à distância, especialmente com o curso pré-vestibular. Desde que comecei a atuar com o BoaProva/Secular, pessoas de todo o Brasil nos procuram perguntando se há curso à distância, porque moram distantes de São Paulo. E aqui no Tocantins, percebi que é muito comum o recurso de se qualificar servindo-se de cursos à distância, muito mais que no estado de São Paulo. Ainda é somente uma ideia, mas estou começando a buscar mais informações, especialmente junto a empresas que possam montar o ambiente virtual de aprendizagem e monitorar o acesso. Aproveito para dizer que torci por todos nessa prova da Unesp, e continuo na esperança de que todos os nossos ex-alunos tenham um excelente desempenho na prova da Unicamp. Também aproveito para dizer que o BoaProva já não tem mais seu registro na Prefeitura Municipal de São Carlos, e que provavelmente não mais voltará a atuar fisicamente na cidade onde surgiu. Para 2010, portanto, não haverá matrículas no Extensivo para a cidade. São Paulo permanecerá.
Escrito por Prof. Perdigão às 23h43
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Mais um período problemático
Estamos alterando todo o sistema de telefonia, e continuaremos sem telefones por ora. Caso necessário, envie-nos um e-mail. Nossa página será atualizada nas próximas semanas.
Escrito por Prof. Perdigão às 21h14
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Telefones seguem com instabilidades
Ainda nesta semana, teremos algumas instabilidades telefônicas. Mas, desta vez, haverá o apoio da secretária eletrônica.
Escrito por Prof. Perdigão às 10h40
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O ensino à distância na universidade pública brasileira
Como muitos já sabem, comecei a trabalhar no Tocantins na abertura e estruturação do curso de Licenciatura em Química à distância da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Uma licenciatura é um curso especialmente voltado à formação de professores. Aqui no Tocantins, por exemplo, são mais de 10 mil professores que atuam sem a formação necessária (dão aula de disciplina diferente da que estão habilitados, ou sequer têm formação docente). Para se ter uma ideia, toda a rede estadual tocantinense tem cerca de 13 mil professores. Ou seja, há a necessidade urgente de qualificar estes docentes, pois eles já estão nas salas de aula. Uma maneira de fazer isso com custo reduzido é por meio de tecnologias de informação, como redes de computador, à distância. E é essa a proposta do governo federal com o programa Universidade Aberta do Brasil (UAB). Existe um grande preconceito em relação à educação à distância (EaD). E esse preconceito, relacionado à qualidade, é absolutamente justificado, uma vez que os primeiros a explorar esta modalidade de ensino no Brasil foram empresários mais interessados no produto e no lucro que na qualidade. E reduzir a qualidade (juntamente com os custos) no EaD é muito mais fácil de fazer que na modalidade presencial. A proposta do governo federal é muito diferente, e muito tem sido investido para que os cursos EaD sejam eficazes e tenham qualidade. A contratação de orientadores acadêmicos com qualificação mínima de mestrado para polos universitários nos estados de MA, PA, PI, RO e TO foi apenas uma dessas ações. São muitos os atores presentes no programa UAB, tocado principalmente pela Capes. São mais atores que no EaD das universidades particulares, e atores mais qualificados. Em uma universidade que se propõe a abrir graduações EaD, existe o coordenador geral EaD, os coordenadores de curso (para cada graduação aberta), os professores conteudistas (que elaboram o material didático e são responsáveis pelas disciplinas) e os tutores à distância (que eliminam dúvidas dos alunos). Nos polos, ou seja, no local distante onde o curso é ministrado, existem ainda o coordenador de polo (cuja função é garantir que tudo esteja funcionando bem - salas de aula, computadores, laboratórios, recursos humanos, avaliações) e o tutor presencial (que dá suporte no polo de aprendizagem). Nós, os orientadores acadêmicos, chegamos para atuar como um intermediário entre o coordenador de curso, o coordenador de polo e os tutores. Eu e a maioria dos colegas estão trabalhando mais fortemente com as universidades que geram o conteúdo, especialmente com o coordenador de curso, para garantir que tudo dê certo. No meu caso, que, aliás, é o caso da maioria, o curso só será iniciado no princípio de 2010. Assim, estamos trabalhando para que tudo esteja funcionando bem até lá - especialmente os materiais didáticos e o ambiente virtual de aprendizagem, o chamado sistema Moodle. É importante dizer, e eu gosto de enfatizar isto porque é o modelo com que eu sempre trabalhei no BoaProva, que o curso à distância exige, por parte do aluno, espírito autodidata e de esforço pessoal - claro que isso aumenta a eficiência do aprendizado. Este é o ponto mais crítico do sistema, mas é, ao mesmo tempo, o mais admirável, porque privilegia a meritocracia. É frequente que o aluno chegue à avaliação das disciplinas sem ter estudado nada, acreditando que "o curso à distância é mais fácil". No entanto, ao contrário, o curso à distância é mais difícil, porque, como alunos, não temos quem fiscalize o nosso trabalho, e nos exija dedicação aos estudos. Assim, o ensino à distância na universidade pública brasileira pode ser considerado como excelente opção ao presencial, uma vez que tem baixos custos e eficiência comprovada, possibilitando, como no meu caso, levar um curso de graduação em Química para lugares tão distantes quanto as praias de Araguatins, ou o paraíso do Jalapão (Mateiros), ou as belas paisagens de Araguacema, sem que isso implique altos custos e estrutura ociosa. Um sistema racional para um país como o Brasil, com dimensões continentais e distribuição populacional baixa e irregular no interior.
Escrito por Prof. Perdigão às 09h49
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Sem telefones
Os nossos telefones ficarão fora do ar até o próximo domingo, 25 de outubro, por razões alheias à nossa vontade. Obrigado pela compreensão de todos.
Escrito por Prof. Perdigão às 15h50
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Rápidas mudanças na última semana
A semana passada significou uma reviravolta surpreendente na minha vida. No início da semana, com uma tristeza imensurável, tive de comunicar o encerramento das turmas SPS aos alunos adimplentes da Capital. No fim da semana, tive a alegria de sair de Brasília com um contrato assinado com o Ministério da Educação, para atuar na formação de professores de Química no Sul do Tocantins. Assumirei a vaga no dia 19, próxima segunda-feira. O processo foi muito acelerado, surpreendentemente apressado - nem pareceu coisa do governo! -, e eu terei de partir para Gurupi sem sequer ter um local para ficar por lá! Isto significa que as atividades do BoaProva em São Paulo e em São Carlos, exceto em situações excepcionais já tratadas com os alunos da Capital, estão encerradas até o fim do ano. Em 2010, veremos o que vai acontecer. Seguiremos divulgando normalmente o Extensivo 2010, e, se eu não puder atuar, repassarei as aulas para algum outro professor experiente e qualificado. As cobranças de 2009 estão sendo realizadas normalmente, especialmente daqueles alunos que sumiram sem se justificar e sem rescindir contrato. Quanto aos alunos que sabiam que eu havia sido aprovado para atuar no Tocantins, agradeço pelo apoio. Não esperava ter de assumir apenas passados exatos 31 dias da divulgação dos resultados no Diário Oficial. Acabou acontecendo tudo logo depois do encerramento das turmas da Capital. Apesar do transtorno causado a muitos de vocês, digo que estou com sorte, que este contrato me salvou, pois em questão de meses não teria mais como me sustentar, nem como sustentar o BoaProva, que eu tanto lutei para manter em pé nestes 6 anos e meio. Agradeço, também, a todos os amigos do BoaProva. Aqueles que nos contataram recentemente terão resposta individual em breve. É que estou na correria de organizar tudo para a mudança. Sobra pouco tempo para demonstrar toda a minha gratidão de forma mais apropriada. Mas, prometo!, entrarei em contato logo. Para aqueles que desejam saber um pouco mais sobre a minha nova ocupação neste fim de ano, segue o atalho abaixo, que leva ao site da Capes-MEC. Orientadores acadêmicos da UAB participam de capacitação na Capes Fica a frase do professor Celso José da Costa, diretor da Capes e coordenador geral da Universidade Aberta do Brasil, reproduzida do artigo lincado: “É admirável a iniciativa destes jovens, que deixam não apenas seus lares, mas interrompem trajetórias acadêmicas para prestar um serviço de alta qualidade à formação de professores”.
Escrito por Prof. Perdigão às 02h28
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O maior problema do Enem vazado...
...não é o vazamento em si, pois há muitos trabalhando para conseguir a prova ilegalmente, e eventualmente alguém consegue. O maior problema é que foi um "amador idiota" (segundo um investigador da Polícia Federal não identificado) um dos sujeitos que obteve a prova. Os diversos profissionais da violação do sigilo de provas devem ter tido pouquíssimo trabalho para obter a sua cópia.
Escrito por Prof. Perdigão às 18h50
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Sobre o Semiagosto 2009 Capital
Acabo de conferir meus e-mails e me deparo com uma péssima notícia. Talvez não haja condições de continuarmos com as turmas 2009 abertas em São Paulo. O curso já estava no vermelho. Eu, pagando para trabalhar. E agora, com mais uma desistência, aprofunda-se o prejuízo. Não culpo aquele que desistiu. Não o culpem. Afinal, já se foram vários alunos. O atual sistema de ciclos é que se mostrou fracassado, pois liberou alunos no meio do ano e não os substituiu por outros de mesmo perfil. Havia uma volatilidade maior nestes últimos, e só um, de quase dez, segue conosco. Recalcularei receitas e despesas. Mas, calculando por alto, chega a ser duas vezes mais vantajoso (financeiramente) isentar os atuais alunos do pagamento de 2/3 de mensalidade (proporcional de outubro) do que continuar com o curso aberto. Se for o caso, é o que faremos, de maneira a tentar compensar, ainda que precariamente, o transtorno causado. O BoaProva nunca pensou só no dinheiro, e sempre, desde 2003, tocou turmas deficitárias até o fim. Mas a situação atual é muito deficitária, e a nossa situação financeira atual não permite pagarmos tão caro para manter o curso. Não há reservas. Vínhamos fazendo o possível. Calcularei tudo por aqui, ainda hoje, e ligarei para os alunos restantes para: - decidirmos a reposição antecipada da aula do dia em que ocorrerá o Enem (caso o curso possa continuar); ou - notificar a rescisão contratual de acordo com o que reza o próprio contrato (liberdade total de ambas as partes na rescisão, inclusive minha, caso acontecesse o que aconteceu e que agora piorou de vez: prejuízo que inviabiliza o curso). Do fundo do meu coração, peço desculpas adiantadas a todos. Mil perdões. E agradeço fortemente àqueles que nos seguiram (ou seguirão) até o fim desta turma de 2009. Obrigado, de verdade. Recomendo e desejo força para seguirem na luta. Eu sigo na torcida e, por que não?, no apoio para que consigam a aprovação desejada. p.s.: as mensalidades de setembro serão cobradas normalmente. Alguns poucos alunos não a pagaram e serão cobrados. A isenção, se for o caso, se refere a outubro.
Escrito por Prof. Perdigão às 01h36
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